sábado, 4 de setembro de 2010

*** MULHER E A ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL***


As necessidades nutricionais de uma mulher saudável, que mantém um bom ritmo de atividade física, diferem pouco das de um adulto do sexo masculino. No entanto, o consumo médio de calorias de um homem aproxima-se das 2500 calorias, o da mulher não deveria ultrapassar as 1800 a 2200 calorias.

Deve-se levar em conta que as mulheres precisam de maior número de minerais, sobretudo de ferro, devido à perda mensal decorrente da menstruação. Também precisam de mais laticínios (cálcio) para prevenir a perda massa óssea que se acelera durante e, principalmente, depois da menopausa.

Escolher os alimentos certos é muito importante para que tenha uma dieta rica em: ferro, minerais antioxidantes, peixes, frutos do mar, vegetais e frutas principalmente as cítricas.

Quantidades Recomendadas

· Verduras e Legumes: 4 a 5 porções diárias que incluem: todas as verduras e legumes frescos. Em geral quanto mais intensa a cor da verdura, maior é a quantidade de vitaminas A que contém.

· Frutas: 3 a 5 porções diárias que incluem todas as frutas não açucaradas, seja frescas, congeladas, embaladas, secas ou em suco. A fruta fresca é a mais nutritiva e a mais saudável.

· Pão e cereais: Incluindo o pão, 5 a 9 porções diárias, todos os cereais integrais, arroz, cevada, trigo, milho, pão de aveia, farelos e biscoitos integrais.

· Laticínios e derivados: 3 porções ao dia, incluindo leite, iogurtes, queijos. É melhor consumi-los desnatados, já que contém menor quantidade de gordura.

· Carnes e outros alimentos protéicos: 1 a 2 porções dia. As proteínas podem ser obtidas com 100 gramas de carne magra ou de peixe, ou uma xícara de feijões cozidos.

· Azeite de oliva: 1 a 2 colheres de sopa ao dia usadas como tempero.

*** MULHER E AS FASES DA VIDA ***


As necessidades nutricionais especificas dependem da idade e do tipo de trabalho que se realize. Deve-se levar em conta que, no caso das mulheres, existem diferenças em cada etapa de vida que estejam experimentando.

Infância

Durante os primeiros anos de vida, é fundamental consumir proteínas, vitaminas e sais minerais, já que o objetivo da alimentação é promover o desenvolvimento.

Adolescência

Nesta etapa, as meninas têm necessidades nutricionais diferentes das dos meninos. A chegada da menstruação exige o aumento da ingestão de ferro para compensar as perdas mensais. O cálcio também é muito importante para que se alcance o máximo de massa óssea e para prevenir a osteoporose depois da menopausa.

Gravidez e Amamentação

Orientações dietéticas serão impostas, já que disso dependera o desenvolvimento equilibrado do futuro bebê: deve-se aumentar em 20% ou 25% a quantidade total de calorias diárias (300 ou 400 calorias a mais por dia) em forma de carboidratos e proteínas, bem como o consumo de vitaminas e minerais.

Maturidade

As mulheres devem ingerir muito ferro, mantendo uma dieta variada e equilibrada. Não devem descuidar do peso e da estrutura corporal, por isso se recomenda o consumo de laticínios (com baixo teor de gordura) ricos em cálcio. Com a menopausa, a perda deste mineral pode ocasionar problemas ósseos.

Alimentação e o Trabalho

A saúde da mulher que trabalha requer o horário das refeições e as distribuições dos alimentos ao longo do dia sejam equilibradas. A falta de alimentos que fornecem energia ao sistema nervoso traduz-se na dificuldade de concentração no trabalho e no escasso rendimento intelectual.

Terceira Idade

Existem certas características próprias do processo de envelhecimento que obrigam a levar conta certos alimentos. A mulher idosa apresenta problemas de descalcificação óssea, que se iniciam depois da menopausa. A ingestão de laticínios (com baixo teor de gordura) e outros alimentos ricos em cálcio amenizam essa perda.

No entanto, os antioxidantes ganham destaque por neutralizarem os radicais livres que são produzidos pelo organismo por processos naturais provocando danos celulares. Os antioxidantes são:

· Fitoesteróis: soja e óleo de girassol

· Fitoestrógeno: (isoflavona): soja

· Antoxantinas: batata e repolho branco, uvas (vinho tinto ou suco de uva)

· Quercetina: cebola, uvas (vinho tinto ou suco de uva)

· Indóis: brócolis e couve-flor

· Licopeno: alimentos vermelhos, tomate, goiaba e melancia

· Vitamina A: vegetais verdes escuros e amarelo-alaranjados

· Vitamina C: frutas cítricas, tomate e couve

*** DICAS DE COMO VIVER MELHOR ***


- Faça 6 refeições diárias, pois assim será mais fácil controlar o açúcar no sangue.
- Varie a alimentação, é importante.
- Fique atento para os alimentos industrializados e ricos em aditivos, estes não são saudáveis e tendem a piorar a nossa saúde.
- Valorize o consumo de fibras através das frutas, vegetais, leguminosas e carboidratos integrais.
- Evite gorduras, frituras, açúcares, sal e o álcool.
- Substitua o açúcar por adoçantes que não alteram a glicose sanguínea.
- São eles: steviosídeo, aspartame, sacarina, ciclamato,sucralose e acesulfame K.
- Importante também é fazer um rodízio periódico entre os adoçantes do mercado.
- Beba bastante água, seu consumo é vital.
- Faça exercícios físicos diariamente.
- Controle o estresse emocional e físico.

*** BLQUEADOR DE GORDURA ***


A casca do maracujá batida no liquidificador ajuda a diminuir a taxa de açúcar no sangue e a impedir que o organismo absorva a gordura exessiva dos alimentos

Esqueça todos aqueles remédios que prometem eliminar a gordura dos alimentos com mais facilidade. Existe uma opção natural que faz o mesmo efeito e pode ser preparada em casa: a farinha da casca do maracujá.

E a eliminação de gordura não é o único benefício desse alimento. “O uso regular da farinha da casca do maracujá ajuda a diminuir as taxas de açúcar no sangue, reduz a absorção de carboidratos e também de colesterol. Além disso, melhora a qualidade do intestino e contém vitaminas e minerais”, afirmou Maria Alice Raya, formada em Nutrição pelo Centro Universitário São Camilo e pós-graduanda em Nutrição Clínica Funcional pelo Centro de Estudos Valéria Paschoal.

A substância quase milagrosa presente neste alimento é a pectina, uma fibra solúvel que se transforma numa espécie de gel dentro do estômago e equilibra a absorção de gorduras, açúcar e colesterol. “Ela diminui a velocidade da entrada do açúcar no sangue, evitando-se os picos de insulina. Isso ajuda a manter um nível saudável de glicose no sangue”, explicou Maria Alice.

Esse gel formado no estômago não é digerido pelo organismo e também é eficiente na perda de peso, uma vez que evita a rápida absorção de carboidratos e proporciona a sensação de saciedade. “No intestino, a pectina tem a função de resgatar e evitar que o organismo retenha uma pequena quantidade de gordura, desta forma, se o intuito for o emagrecimento, o resultado é obtido a longo prazo”, alertou a nutricionista.

Outros alimentos que também apresentam uma concentração de pectina são maçã, morango, ameixa, banana verde, uva, carambola, casca de frutas cítricas, as partes brancas da laranja e da mexerica, aveia, parte interna do feijão, entre outras.

Faça e consuma

A nutricionista explica que a versão fresca da casca do maracujá também contém as mesmas propriedades, mas a farinha concentra melhor a pectina e outros nutrientes. “É mais difícil consumir a casa do maracujá fresca, mas o resultado também é valido, porém com efeitos menores”, disse Maria Alice.

É possível encontrar a farinha da casca do maracujá em forma industrializada à venda em farmácias e mercados, mas você pode produzir em casa de uma forma simples: escolha maracujás firmes e lave bem as frutas. Corte os maracujás ao meio, retire e a polpa e corte a casca em tiras finas. Feito isso, coloque as tiras em uma assadeira e leve ao forno médio por 30 minutos ou até ficarem bem sequinhas. Após esfriarem, bata no liquidificador até que se transformem em farinha. Passe numa peneira e guarde.

Como só é possível se beneficiar dos efeitos da farinha com o uso regular, consuma uma colher de sopa antes das principais refeições. “A forma mais prática de consumo é incluí-la em sucos (por exemplo, bater o próprio suco da polpa de maracujá com um pouco da farinha). Pode-se também salpicar a farinha em saladas ou incluí-la em sopas”, sugeriu a nutricionista.

Outra dica importante é ter uma atenção especial com a hidratação no período de consumo da farinha. “Como toda fibra solúvel, é importante que durante seu uso a pessoa consuma cerca de dois litros de água por dia”, recomendou Maria Alice. “Além disso, como a quantidade ideal de consumo pode variar, procure um acompanhamento nutricional para melhores resultados”, completou.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

*** POMAR COLORIDO ***


Os benefícios das frutas na sua saúde, de acordo com a cor predominante.

vermelho
substância ativa: licopeno.
ação: possui alto teor de vitamina C, que funciona como um antioxidante natural e combate o estresse.
coloque na cesta: caqui, melancia, morango e goiaba.

verde
substância ativa: clorofila.
ação: potente energético celular.
coloque na cesta: kiwi e limão.

amarelo / alaranjado
substância ativa: betacaroteno.
ação: participa da síntese do colágeno, mantendo pele, cabelo e tecidos saudáveis.
coloque na cesta: abacaxi, manga, caju, laranja e mamão.

roxo
substância ativa: antocianina.
ação: pigmento ligado à vitamina B1, conhecida como "vitamina da disposição".
coloque na cesta: ameixa, amora, uva e jabuticaba.

branco
substância ativa: flavina.
ação: atua no metabolismo das proteínas e ajuda na manutenção de ossos e dentes.
coloque na cesta: banana, maçã e pera.

Materia da revista Corpo a Corpo

*** RISOTO DE CHARQUE ***


Ingredientes:

3Colher(es) de sopaManteiga
2Unidade(s)Pequenas de alho-poró
1 1/2Xícara(s)Arroz arbório
300 Grama(s)Charque picado
1/2Xícara(s)Vinho branco seco
Aprox. 600Mililitro(s)Caldo de legumes ou carne
1/2 Xícara(s)Parmesão filetado
75Grama(s)Bacon frito em cubinhos
A gosto, Salsinha e cebolinha pra polvilhar

Modo de preparo:

1. Comece dando uma leve fritada no charque (que deve estar parcialmente dessalgado) em 1 colher de manteiga. Isso serve apenas pra ativar o sabor da carne.
2. Em uma caçarola coloque água pra ferver junto com 1 tablete de caldo de carne ou legumes (pode ser caseiro também). Em outra panela, derreta 1 colher de sopa de manteiga e refougue o alho-poró. Acrescente o arroz e deixe ficar seco, sempre mexendo. Coloque o charque. Quando estiver seco, adicione o vinho branco. Ao secar o vinho, comece a derramar o caldo quente aos poucos, nunca parando de mexer e sempre em fogo baixo. Você tem que acrescentar aos poucos, mexer até secar, e adicionar mais. Assim por diante.
3. Quando você perceber que o arroz está al dente, acrescente o bacon bem fritinho e sequinho, o parmesão e um pouquinho mais de caldo. Prove o sal, acerte caso seja necessário. Quando esse pouco caldo secar, junte a última colher de manteiga, misture muito bem e desligue o fogo. Deixe descansar por 3 minutos e sirva imediantamente. Risoto bom é servido na hora, sem requentar. Polvilhe salsinha e cebolinha à gosto, junto com mais parmesão.

tempo de preparo: De 30 minutos a 1 horas
serve: 1 a 2 porções
tipo de prato: Prato Principal

*** CARNE DE CHARQUE ***



A charque é uma carne salgada de origem no nordeste do Brasil que, por ser produzida próximos as regiões de salinas, valorizou o vacum abatido. Posteriormente, também passou a ser produzida e bastante apreciada no Rio Grande do Sul. É conhecida como carne-seca no sudeste do Brasil.
A charque era utilizado para alimento dos escravos (o outro alimento utilizado era o bacalhau) em todo o Brasil e nos países que adotavam o sistema escravista, sobretudo o Caribe, principalmente Cuba. O charque era quase exclusivamente produzido pelo Brasil, com concorrência do Uruguai e da Argentina.
A ocupação do sertão do nordeste do Brasil no final do séulo XVII, depois da do exterminio dos índios, se intensifica com a implantação das fazendas de gado.
Os mercados produtores de carne gado eram os estados de Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba. Pernambuco e Bahia eram os mercados consumidores. Com a desvalorização do rebanho durante o transporte para abate nos mercados consumidores, os produtores começaram a abater os rebanhos em locais mais próximos a portos, como Aracati no Ceará, e das salinas de Mossoró. Gado e Sal, m negócio que rendeu lucros para as capitanias produtoras.
Com a seca iniciada em 1777 , conhecida como a Seca dos tres setes , que prolongou-se com estiagens até 1779 a produção de charque no nordeste se tornou inviável devido a morte dos rebanho das fazendas produtoras. O que provocou uma crise econômica e social na região.
José Pinto Martins, era português nascido na freguesia de Meixomil, concelho de Paços de Ferreira, distrito do Porto, na região Entre Douro e Minho e que tinha vivido no Ceará, onde exerceu a profissão de fabricante de charque até 1777. Devido a Seca dos tres setes ele mudou-se para a vila do Rio Grande. Era o fim do Ciclo da carne do Ceará.
Já no Rio Grande do Sul, as reses que vinham sendo abatidas para o consumo próprio eram as que tinham carne e gordura utilizadas na alimentação humana; outras eram sacrificadas simplesmente para o aproveitamento único dos couros, que eram estaqueados nos campos e secos ao sol para serem explorados. Do gado, tudo o mais se perdia, o que facilitou ainda mais para o crescimento e consolidação da produção do charque na nova região.

PRODUÇÃO

Existem pequenas diferenças entre a carne seca ou jerked beef (carne bovina salgada curada e seca) e o charque (carne bovina, salgada e dessecada). O processo tecnológico básico é o mesmo. Só que, no caso da carne seca, é adicionado nitrito de sódio ou de potássio à salmoura e o teor de umidade é maior.
Para a fabricação do charque e da carne seca vários cortes tradicionais são utilizados: ponta de agulha, dianteiros e carcaças destinadas ao aproveitamento condicional por razões de ordem técnica.
A carne de sol é uma variação artesanal, na qual as mantas recebem salga seca e vão direto para a exposição ao sol. É um processo que inibe o crescimento de bactérias e preserva o produto de ações prejudiciais induzidas pelo excesso de umidade, além de reduzir custos com embalagem, armazenagem e transporte, pois não necessita ser mantido sob refrigeração.

As fases do processo de produção da carne de charque.

O charque (carne bovina, salgada e dessecada) é o resultado da salga forte, compreendendo várias etapas:

1.1 - Salga úmida: feita em tanques especiais onde as peças ficam em movimentação constante durante 30 a 40 minutos, numa temperatura de cerca 15ºC, sendo utilizado sal em solução a 23,5º Baumé ou 95º salômetros (335 g de sal/Kg de água);
1.2 - Salga seca: é o segundo passo do processo e dura cerca de 12 horas. Mas, pode chegar até 24 horas;
1.3 - Ressalga: consiste na adição de sal de primeiro uso entre as diversas camadas de carne, sempre com a porção gordurosa voltada para cima;
1.4 - Pilha de volta: é a inversão das posições das peças;
1.5 - Tombos: inversões em que as partes inferiores das peças ficam voltadas para cima na nova pilha;
1.6 - Pilhas de espera: são feitas por razões ligadas às condições atmosféricas ou por ordem comercial;
1.7 - Pré–lavagem: é feita em tanques especiais com água e cloro ativo, antes da dessecação e remoção do excesso de sal da superfície. As peças de carne já curadas e lavadas são empilhadas para escorrer a água.
1.8 - Dessecação: é feita em varais ao ar livre, seguindo a orientação norte-sul com o objetivo de aproveitar melhor os raios solares e o vento;
1.9 - Estendidas: a primeira estendida ao sol é breve para cortar os efeitos nocivos da canícula (hora da maior intensidade dos raios solares, no meio do dia) e impedir a acentuada dessecação superficial que dificulta a da porção interna. Após segue-se um descanso de três dias, sempre acompanhado de novas estendidas intercaladas com descanso e finalmente chega-se ao processo final que é a embalagem, onde o charque é prensado em pequenos pacotes e envolvido em pano de algodão ou então embalado em fatias de 500g a 1kg em plástico, sob vácuo.

Agora vamos ao processo de fabricação da carne seca (carne bovina, salgada curada e seca):

2.1 - As postas de carne são “esticadas” em mantas de 3 a 4 centímetros de espessura. Então são realizados cortes penetrantes com distâncias e profundidades variáveis conforme a espessura da manta;
2.2 - Salga: utiliza-se cloreto de sódio e nitrito de sódio ou potássio. É realizada por esfregação na superfície das mantas, forçando com os dedos a penetração nas reentrâncias;
2.3 - Escorrimento da salmoura: depois de salgadas as mantas são empilhadas no piso sobre uma esteira de palha ou de tábuas colocadas sobre um tanque cimentado, destinado a recolher a “purga”, que depois será empregada na lavagem (imersão das mantas salgadas);
2.4 - Exposição ao sol: salgadas, elas são expostas ao sol em varais de madeira, sempre voltadas para o sol nascente nas primeiras horas da manhã, durante 30 e 60 minutos sempre com a parte da gordura para cima. Por último, são dobradas e embaladas em esteiras de palha costurada com barbante, em fardos de aproximadamente 100 kg. Esta forma de embalagem permite que o líquido restante possa evaporar naturalmente.

USO ATUAL DA CHARQUE

A charque de hoje é a carne bovina, principalmente de vitela ou carne jovem, que é salgada e cortada em pedaços chamados de mantas. Sua principal utilização é na elaboração do prato típicos regionais como arroz carreteiro, roupa velha (charque desfiado) e charque farroupilha no sul, e escondidinho de charque (com purê de macaxeira) e arrumadinho (com feijão verde, vinagrete e farinha) no nordeste.