sexta-feira, 3 de setembro de 2010

*** RISOTO DE CHARQUE ***


Ingredientes:

3Colher(es) de sopaManteiga
2Unidade(s)Pequenas de alho-poró
1 1/2Xícara(s)Arroz arbório
300 Grama(s)Charque picado
1/2Xícara(s)Vinho branco seco
Aprox. 600Mililitro(s)Caldo de legumes ou carne
1/2 Xícara(s)Parmesão filetado
75Grama(s)Bacon frito em cubinhos
A gosto, Salsinha e cebolinha pra polvilhar

Modo de preparo:

1. Comece dando uma leve fritada no charque (que deve estar parcialmente dessalgado) em 1 colher de manteiga. Isso serve apenas pra ativar o sabor da carne.
2. Em uma caçarola coloque água pra ferver junto com 1 tablete de caldo de carne ou legumes (pode ser caseiro também). Em outra panela, derreta 1 colher de sopa de manteiga e refougue o alho-poró. Acrescente o arroz e deixe ficar seco, sempre mexendo. Coloque o charque. Quando estiver seco, adicione o vinho branco. Ao secar o vinho, comece a derramar o caldo quente aos poucos, nunca parando de mexer e sempre em fogo baixo. Você tem que acrescentar aos poucos, mexer até secar, e adicionar mais. Assim por diante.
3. Quando você perceber que o arroz está al dente, acrescente o bacon bem fritinho e sequinho, o parmesão e um pouquinho mais de caldo. Prove o sal, acerte caso seja necessário. Quando esse pouco caldo secar, junte a última colher de manteiga, misture muito bem e desligue o fogo. Deixe descansar por 3 minutos e sirva imediantamente. Risoto bom é servido na hora, sem requentar. Polvilhe salsinha e cebolinha à gosto, junto com mais parmesão.

tempo de preparo: De 30 minutos a 1 horas
serve: 1 a 2 porções
tipo de prato: Prato Principal

*** CARNE DE CHARQUE ***



A charque é uma carne salgada de origem no nordeste do Brasil que, por ser produzida próximos as regiões de salinas, valorizou o vacum abatido. Posteriormente, também passou a ser produzida e bastante apreciada no Rio Grande do Sul. É conhecida como carne-seca no sudeste do Brasil.
A charque era utilizado para alimento dos escravos (o outro alimento utilizado era o bacalhau) em todo o Brasil e nos países que adotavam o sistema escravista, sobretudo o Caribe, principalmente Cuba. O charque era quase exclusivamente produzido pelo Brasil, com concorrência do Uruguai e da Argentina.
A ocupação do sertão do nordeste do Brasil no final do séulo XVII, depois da do exterminio dos índios, se intensifica com a implantação das fazendas de gado.
Os mercados produtores de carne gado eram os estados de Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba. Pernambuco e Bahia eram os mercados consumidores. Com a desvalorização do rebanho durante o transporte para abate nos mercados consumidores, os produtores começaram a abater os rebanhos em locais mais próximos a portos, como Aracati no Ceará, e das salinas de Mossoró. Gado e Sal, m negócio que rendeu lucros para as capitanias produtoras.
Com a seca iniciada em 1777 , conhecida como a Seca dos tres setes , que prolongou-se com estiagens até 1779 a produção de charque no nordeste se tornou inviável devido a morte dos rebanho das fazendas produtoras. O que provocou uma crise econômica e social na região.
José Pinto Martins, era português nascido na freguesia de Meixomil, concelho de Paços de Ferreira, distrito do Porto, na região Entre Douro e Minho e que tinha vivido no Ceará, onde exerceu a profissão de fabricante de charque até 1777. Devido a Seca dos tres setes ele mudou-se para a vila do Rio Grande. Era o fim do Ciclo da carne do Ceará.
Já no Rio Grande do Sul, as reses que vinham sendo abatidas para o consumo próprio eram as que tinham carne e gordura utilizadas na alimentação humana; outras eram sacrificadas simplesmente para o aproveitamento único dos couros, que eram estaqueados nos campos e secos ao sol para serem explorados. Do gado, tudo o mais se perdia, o que facilitou ainda mais para o crescimento e consolidação da produção do charque na nova região.

PRODUÇÃO

Existem pequenas diferenças entre a carne seca ou jerked beef (carne bovina salgada curada e seca) e o charque (carne bovina, salgada e dessecada). O processo tecnológico básico é o mesmo. Só que, no caso da carne seca, é adicionado nitrito de sódio ou de potássio à salmoura e o teor de umidade é maior.
Para a fabricação do charque e da carne seca vários cortes tradicionais são utilizados: ponta de agulha, dianteiros e carcaças destinadas ao aproveitamento condicional por razões de ordem técnica.
A carne de sol é uma variação artesanal, na qual as mantas recebem salga seca e vão direto para a exposição ao sol. É um processo que inibe o crescimento de bactérias e preserva o produto de ações prejudiciais induzidas pelo excesso de umidade, além de reduzir custos com embalagem, armazenagem e transporte, pois não necessita ser mantido sob refrigeração.

As fases do processo de produção da carne de charque.

O charque (carne bovina, salgada e dessecada) é o resultado da salga forte, compreendendo várias etapas:

1.1 - Salga úmida: feita em tanques especiais onde as peças ficam em movimentação constante durante 30 a 40 minutos, numa temperatura de cerca 15ºC, sendo utilizado sal em solução a 23,5º Baumé ou 95º salômetros (335 g de sal/Kg de água);
1.2 - Salga seca: é o segundo passo do processo e dura cerca de 12 horas. Mas, pode chegar até 24 horas;
1.3 - Ressalga: consiste na adição de sal de primeiro uso entre as diversas camadas de carne, sempre com a porção gordurosa voltada para cima;
1.4 - Pilha de volta: é a inversão das posições das peças;
1.5 - Tombos: inversões em que as partes inferiores das peças ficam voltadas para cima na nova pilha;
1.6 - Pilhas de espera: são feitas por razões ligadas às condições atmosféricas ou por ordem comercial;
1.7 - Pré–lavagem: é feita em tanques especiais com água e cloro ativo, antes da dessecação e remoção do excesso de sal da superfície. As peças de carne já curadas e lavadas são empilhadas para escorrer a água.
1.8 - Dessecação: é feita em varais ao ar livre, seguindo a orientação norte-sul com o objetivo de aproveitar melhor os raios solares e o vento;
1.9 - Estendidas: a primeira estendida ao sol é breve para cortar os efeitos nocivos da canícula (hora da maior intensidade dos raios solares, no meio do dia) e impedir a acentuada dessecação superficial que dificulta a da porção interna. Após segue-se um descanso de três dias, sempre acompanhado de novas estendidas intercaladas com descanso e finalmente chega-se ao processo final que é a embalagem, onde o charque é prensado em pequenos pacotes e envolvido em pano de algodão ou então embalado em fatias de 500g a 1kg em plástico, sob vácuo.

Agora vamos ao processo de fabricação da carne seca (carne bovina, salgada curada e seca):

2.1 - As postas de carne são “esticadas” em mantas de 3 a 4 centímetros de espessura. Então são realizados cortes penetrantes com distâncias e profundidades variáveis conforme a espessura da manta;
2.2 - Salga: utiliza-se cloreto de sódio e nitrito de sódio ou potássio. É realizada por esfregação na superfície das mantas, forçando com os dedos a penetração nas reentrâncias;
2.3 - Escorrimento da salmoura: depois de salgadas as mantas são empilhadas no piso sobre uma esteira de palha ou de tábuas colocadas sobre um tanque cimentado, destinado a recolher a “purga”, que depois será empregada na lavagem (imersão das mantas salgadas);
2.4 - Exposição ao sol: salgadas, elas são expostas ao sol em varais de madeira, sempre voltadas para o sol nascente nas primeiras horas da manhã, durante 30 e 60 minutos sempre com a parte da gordura para cima. Por último, são dobradas e embaladas em esteiras de palha costurada com barbante, em fardos de aproximadamente 100 kg. Esta forma de embalagem permite que o líquido restante possa evaporar naturalmente.

USO ATUAL DA CHARQUE

A charque de hoje é a carne bovina, principalmente de vitela ou carne jovem, que é salgada e cortada em pedaços chamados de mantas. Sua principal utilização é na elaboração do prato típicos regionais como arroz carreteiro, roupa velha (charque desfiado) e charque farroupilha no sul, e escondidinho de charque (com purê de macaxeira) e arrumadinho (com feijão verde, vinagrete e farinha) no nordeste.

*** O PODER DA FARINHA DE BERINJELA ***


fARINHA DE BERINJELA CONTRA A OBESIDADE E A FAVOR DA SAÚDE.
A ingestão de fibras provenientes dos cereais está relacionada à diminuição da barriga, perda de peso e redução da circunferência abdominal
Na cozinha, já virou tortas, gratinado de arroz, salada e suco. Agora, pode ser acrescentada também à comida, vitaminas, iogurte, caldos e sopas em forma de farinha. Estamos falando da berinjela, ou melhor, da farinha de berinjela. Por que muitos têm consumido? Não é de hoje que médicos e nutricionistas recomendam a berinjela na alimentação. Além de rica em proteínas e vitaminas A, B1, B2, B5, C, contêm minerais como: cálcio, fósforo, ferro, potássio e magnésio. Enquanto a Niacina ou a vitamina B5 protegem a pele e ajudam a regularizar o sistema nervoso e aparelho digestivo, os minerais contribuem para a formação dos ossos e dentes, construção muscular e coagulação do sangue. Além disso, estudo recente realizado pelo Instituto de Nutrição Josué de Castro (INJC-UFRJ) revelou que a farinha de berinjela pode ser um tratamento eficaz contra a obesidade.
Segundo a nutricionista, Daniela Zuin, a farinha de berinjela não só ajuda a emagrecer, mas, também melhora o intestino. “É um alimento de baixa caloria, rico em fibras. Por dar uma sensação de saciedade, reduz o nível de glicose, ajuda também a combater o reumatismo, artrite e diabetes”, diz.
De acordo com a nutricionista, vários estudos comprovam que dietas à base de ingestão de farinha podem trazer resultados surpreendentes. “A ingestão de fibras provenientes dos cereais está relacionada à diminuição da barriga, perda de peso e a redução da circunferência abdominal”, afirma. Para quem não sabe, a Organização Mundial de Saúde estabelece que a circunferência abdominal de um homem não deve ultrapassar 102 cm e a de mulheres deve ficar abaixo de 88 cm.
Benefícios
O legume é fibroso, digestivo, laxante e muito nutritivo, indicado para indigestões e prisão de ventre, para quem tem problemas de fígado e também de estômago. Por bloquear a formação de radicais livres, é uma boa fonte de ácido fólico e potássio. É um importante antioxidante e não tem nenhuma contra indicação.
Daniela dá um alerta: “como o alimento é muito rico em fibras, a ingestão de água é muito importante em todo o processo de perda de peso. A falta do líquido pode surtir efeito contrário. Outro detalhe, além de uma dieta de baixa caloria, é aconselhável exercício físico”, ressalta.
Muitos têm optado por fazer a farinha em casa. Porém, a nutricionista afirma que o alimento in natura não tem o mesmo efeito. “A farinha adquirida em casa de suplementos alimentares vêm associada a outras vitaminas. Sem contar que 100 gramas da berinjela correspondem a um quilo de farinha”, comenta.

Para preparar a farinha de linhaça siga os passos abaixo.
•Separe 1kg de berinjelas, e corte-as em fatias (com a casca).
•Coloque as fatias de berinjela numa forma.
•Leve ao forno a uma temperatura de 200ºC durante 2h 15min, ou até a berinjela ficar crocante e ressecada.
•Triture a berinjela desidratada no processador ou no liquidificador, até virar pó.
•Você saberá que fez certo porque a farinha de berinjela no fim do processo vai ter a mesma aparência da farinha de mandioca.
A receita acima rende 100g de farinha de berinjela, que deve ser guardada em um pote bem vedado, em local arejado e ao abrigo da luz (pode ser na geladeira), e vai durar cerca de um ano.

*** ALIMENTAÇÃO NA MENOPAUSA ***


A menopausa é um estágio natural da vida da mulher que sinaliza o fim do período fértil, ou seja, quando os ovários param de funcionar e diminuem os níveis de hormônios progesterona e estrógeno, ocorrendo assim a interrupção da menstruação.

Geralmente acontece entre os 45 e 55 anos de idade, e pode ser dividida em duas etapas principais: a perimenopausa, caracterizada pela presença de ciclos menstruais irregulares, com a última menstruação ocorrida há menos de 12 meses; e a pós-menopausa, com ausência de menstruação por mais de 12 meses.

Devido a esta alteração de níveis hormonais, muitas mulheres relatam sintomas desconfortáveis no início da menopausa, como ondas de calor (fogachos), suores noturnos, palpitação, insônia, diminuição da libido, irritabilidade, depressão e diminuição da capacidade de atenção e memória. Além disso, a queda de estrogênio pode aumentar a deposição de gordura abdominal, diminuir a massa magra e a produção de colágeno, e ainda reduzir a absorção de cálcio pelos ossos, o que pode favorecer a osteoporose.

A alimentação pode ser uma aliada muito importante para amenizar estes sintomas e prevenir futuras doenças. As isoflavonas da soja, por exemplo, são fitoestrógenos que possuem grande capacidade de se ligar a receptores de estrogênio, exercendo um efeito semelhante ao do hormônio feminino. Com isso, podem ajudar a normalizar os níveis deste hormônio, promovendo efeitos benéficos à saúde da mulher durante a menopausa. Além disso, as isoflavonas podem auxiliar na prevenção de doenças cardiovasculares e na melhora da densidade mineral óssea. Por isso, incluir alimentos a base de soja, como tofu, bebidas a base de soja, proteína texturizada de soja, missô, e o próprio grão da soja, pode ser uma ótima dica durante a menopausa. Além da soja, outro alimento rico em fitoestrógenos é a semente de linhaça. Ela pode ser utilizada em saladas, com cereais, em iogurtes ou sobre frutas, contribuindo para a redução dos sintomas da menopausa.

Algumas outras dicas de alimentação também são valiosas durante esta fase da vida da mulher:

mantenha uma dieta saudável, rica em frutas, verduras, legumes e cereais integrais. Estes alimentos são ricos em vitaminas, minerais e fibras, essenciais para a manutenção da saúde e bem-estar.
fracione as refeições, evitando ficar longos períodos sem comer.
consuma alimentos ricos em cálcio, como leites desnatados e seus derivados, vegetais verde-escuros (couve, espinafre, brócolis), peixes (sardinha), bebidas de soja enriquecidas, tofu, semente de gergelim ou girassol.
evite alimentos gordurosos, açúcares e carboidratos refinados, que facilitam o ganho de peso e o desenvolvimento de problemas cardiovasculares.
atenção ao excesso de sal na alimentação – produtos processados e industrializados (presunto, queijos, salsicha, linguiça, congelados, macarrão instantâneo, sopas desidratadas) e sal de cozinha.
evite bebidas alcoólicas, cafés e refrigerantes.
garanta uma hidratação adequada. Beba água ao longo do dia, de forma fracionada.

*** RAÇÃO HUMANA ***


A ração humana é um composto com diferentes tipos de ingredientes de excelente valor nutricional e ricos em fibras.

A ração humana apresenta diversos benefícios para saúde, tais como: ajuda no controle do colesterol e diabetes, melhora a imunidade, regulariza o funcionamento intestinal, melhora a disposição física, contribui na prevenção de doenças cardiovasculares, aumenta a saciedade e contribui para a diminuição da absorção de gorduras pelo organismo.

Todos esses benefícios citados vêm das propriedades dos ingredientes que compõe a ração humana:

fibra de trigo
leite de soja em pó (extrato de soja)
linhaça
açúcar mascavo
aveia em flocos
semente de gergelim
gérmen de trigo
gelatina sem sabor (Agar-agar)
guaraná em pó
levedo de cerveja
cacau em pó
oleaginosas (castanha, amêndoas, etc.)




A relação do consumo da ração humana com o emagrecimento, muito divulgada na mídia atualmente, vem da grande quantidade de fibras presentes nos seus ingredientes, o que contribui para o aumento da saciedade, uma vez que as fibras solúveis possuem maior viscosidade e diminuem o tempo de esvaziamento gástrico, o que consequentemente provoca a redução do volume de ingestão alimentar.

O consumo de ração humana também está relacionado com a inibição da absorção de gorduras pelo organismo, pois as fibras solúveis formam géis que “grudam” nas gorduras, impedindo a sua absorção. Um bom exemplo é a fibra encontrada na aveia, sob a forma de beta-glucana, que contribui para a diminuição do colesterol sanguíneo.

Para que a ração humana contribua para a regularização do intestino, é necessário que o seu consumo seja regular, dentro da alimentação habitual, pois as fibras presentes no trigo, linhaça, aveia e no gérmen de trigo contribuirão para a motilidade intestinal.

Sugestão de consumo: em sucos, vitaminas, frutas e salada de frutas.

Os benefícios à saúde são diversos, mas vale lembrar que é necessária atenção para a quantidade a ser ingerida diariamente, por possuir quantidade considerável de calorias. Cada pessoa tem uma recomendação de ingestão diferente e por isso, o consumo da ração humana deve ser recomendado sob orientação de um nutricionista.

Propriedades nutricionais de alguns ingredientes da Ração Humana

Linhaça

A linhaça é fonte de ômega 3 e fibras. O ômega 3 é um potente antioxidante, atua como um protetor do coração, além de reforçar o sistema imunológico, reduzir inflamações, atuar na redução do colesterol total e triglicérides.


Aveia

A fibra solúvel presente na aveia, a chamada beta-glucana, retarda o esvaziamento gástrico, que tem como resultado uma maior saciedade. Além disso, ela é essencial no auxilio da diminuição do colesterol e da glicose.


Açúcar mascavo

Extraído da cana-de-açúcar, não passa por processo de refinamento, mantendo assim as vitaminas e sais minerais do caldo da cana. Contém vitaminas e grande quantidade de minerais – entre eles o ferro, o magnésio, o cálcio e o fósforo.


Amêndoa

É relativamente rica em vitaminas B1, B6 e principalmente vitamina E. A amêndoa é um dos alimentos vegetais mais ricos em cálcio e fósforo. Contém quantidades importantes de magnésio, potássio, ferro, zinco e cobre. As amêndoas são ótimas para curar o stress, a depressão, a fadiga e combate ao colesterol elevado.


Semente de gergelim

As sementes de gergelim possuem elevado valor nutricional, em virtude de quantidades significativas de vitaminas, principalmente do complexo B, vitamina E (poderoso antioxidante) e de minerais como cálcio, ferro, fósforo. Possui lignanas, nutriente que atua como antioxidante e na prevenção do câncer.


Gérmen de Trigo

O gérmen de trigo é a parte mais nobre do grão de trigo. Contém principalmente vitaminas do complexo B e vitamina E, excelente antioxidante. Ajuda a prevenir doenças do coração, regula a pressão arterial e contribui no combate a tensão pré menstrual.


Juliana Carneiro

*** PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS ***


A cada dia que passa, os produtos industrializados ocupam mais espaço em nossas vidas. Por serem práticos, de fácil acesso e muitas vezes prontos para consumo, hoje em dia eles representam cerca de 80% de nossa alimentação diária.


É só parar pra pensar no que estamos acostumados a comer todos os dias: pão de forma, torrada, manteiga, requeijão, leite longa vida, achocolatados, cereais matinais, biscoitos, barrinha de cereais, sucos de caixinha, refrigerantes, comida congelada, enfim, são inúmeros os alimentos industrializados que estamos habituados a comer.

Mas, qual é o preço que nossa saúde paga por toda essa praticidade? E será que todos os alimentos industrializados são iguais, ou seja, será que não existem diferenças importantes entre produtos de diferentes marcas?

Para que os alimentos industrializados tenham uma aparência atraente, maior durabilidade e praticidade, os fabricantes utilizam uma série de aditivos químicos que, muitas vezes, podem ser prejudiciais à saúde de quem os consome com freqüência. Os aditivos mais utilizados são corantes, aromatizantes, conservantes, estabilizantes e acidulantes. Cada um deles possui uma função específica, e o que devemos saber é que quanto maior a quantidade de aditivos artificiais, pior para nossa saúde – a dose é que faz o veneno. Na prática, isso significa que devemos controlar o consumo de alimentos industrializados, diversificando ao máximo a alimentação, eliminando assim o risco de acumular altos níveis de uma substância química que pode ser tóxica ao organismo. Estudos mostram que alguns aditivos podem causar efeitos prejudiciais à saúde, como alergias, problemas respiratórios, inflamações e câncer.

A presença de aditivos químicos nos alimentos deve ser discriminada na embalagem, mas nem todo mundo sabe como identificá-los. O primeiro passo é começar a ler os rótulos dos alimentos antes de colocá-los no carrinho do supermercado. Mas não vale observar só as calorias e a data de validade. Além da informação nutricional (aquela tabelinha com o valor energético e a quantidade de nutrientes), é importante ficar atento à lista de ingredientes, pois é lá que você saberá qual é a real composição do produto e a partir de quais matérias-primas ele foi feito. Assim, se nessa lista aparecem açúcar refinado, farinha branca, gordura vegetal hidrogenada, corantes artificiais, estabilizantes, conservantes e outros aditivos químicos, devemos tomar cuidado com o consumo deste alimento, pois já sabemos que todas essas substâncias não são benéficas ao nosso organismo.

Além disso, é obrigatório que os ingredientes sejam listados na ordem decrescente de quantidade, ou seja, o primeiro tem mais do que o segundo que tem mais do que o terceiro e assim por diante. Por exemplo, no caso de um biscoito, se o primeiro ingrediente da lista for aveia, seguido de farinha integral e farinha de trigo branca, saberemos que a aveia está em maior quantidade do que a farinha integral, que por sua vez está em maior quantidade do que a farinha branca (o que faz desse produto mais saudável por ter ingredientes ricos em fibras).

Sabendo identificar esses detalhes, é possível encontrar pequenas diferenças entre vários produtos que parecem iguais, e que podem ser fundamentais para a sua saúde. Se compararmos duas barrinhas de cereais de banana, por exemplo, podemos ter uma com a lista de ingredientes mostrando apenas produtos naturais e com mais fibras (banana passa, aveia, flocos de arroz, fibra de trigo, castanha de caju e lecitina de soja) e outra com mais açúcar, gordura e aditivos químicos (glicose de milho, flocos de arroz, banana passa, açúcar, gordura vegetal e conservantes). Assim, essas barrinhas, que aparentemente são “iguais”, na realidade são completamente distintas e isso faz total diferença dentro do nosso corpo.

Por isso, muita atenção às suas escolhas alimentares. Todo esse exercício de observar rótulos, comparar alimentos, privilegiar uma alimentação mais saudável e se preocupar com o que se come, nada mais é do que um cuidado precioso com a sua saúde e sua vida. Afinal, nós realmente somos o que comemos!

domingo, 13 de junho de 2010

*** DESNUTRIÇÃO ***



O QUE É A DESNUTRIÇÃO?
A desnutrição é uma doença que enfraquece a pessoa e pode acontecer em qualquer idade, mas ocorre mais facilmente em bebês e crianças menores de 5 anos. Ela é mais grave quando ocorre nessa idade, pois pode deixar as crianças com problemas de saúde para o resto da vida.
Milhões de crianças no Brasil e no mundo são desnutridas.

CAUSAS DA DESNUTRIÇÃO
A desnutrição acontece quando a criança não se alimenta direito. Não se alimentando bem, ela perde peso, deixa de crescer e enfraquece. Além de enfraquecer, a criança adoece e cada vez que fica doente fica ainda mais fraquinha. Nesse ciclo vicioso, se ela não for tratada, seu estado de saúde fica muito prejudicado e a chance de morrer é grande.

CONDIÇÕES ADVERSAS
Quando uma família tem filhos desnutridos é porque várias condições adversas estão presentes, ou então alguma dificuldade muito grande está fragilizando a família.

As condições adversas mais importantes são:
- Renda insuficiente;
- Alcoolismo dos pais;
- Mães desnutridas;
- Gravidez não desejada;
- Gestações com intervalos menores do que dois anos;
- Cuidados pré-natais deficientes que podem levar a criança a nascer com baixo peso e a mãe a ter problemas no parto e dificuldades para amamentar;
- Desmame feito antes dos 6 meses de idade ou após 1 ano, quando a criança não come os alimentos completamentares em quantidades suficientes;
- Presença de lixo e água não-tratada;
- Dificuldades de chegar ao serviço de saúde e outros;

Podemos então dizer que a desnutrição e conseqüência de uma serie de problemas que dificultam a vida da família. Ela não e causada simplesmente por falta de alimentos.

TIPOS DE DESNUTRIÇÃO
As formas mais graves são: marasmo, kwashiokor e kwashiokor-marásmico.
- Marasmo: é uma forma crônica de semi-inanição, na qual a criança tem uma redução na velocidade de crescimento. Em fases mais avançadas é caracterizada por debilidade muscular e ausência de gordura subcutânea. Freqüentemente, este tipo de desnutrição é conseqüência de amamentação inadequada e utilização de fórmulas diluídas, ocorrendo em crianças de todas as idades.
- Kwarshiorkor: aparece no período posterior à amamentação, durante o desmame, e na fase de 1 a 4 anos. Está associada à baixa ingestão de proteínas, o que leva à hipoalbuminemia (baixa concentração de albumina no organismo), edema e aumento da gordura hepática. A gordura subcutânea usualmente é preservada, porém há uma debilidade muscular, freqüentemente ocultada pelo edema.
- Kwarshiorkor- marásmico: é a combinação dos sintomas dos dois estágios de carência acima, porém neste caso a perda de gordura subcutânea é evidente no início do tratamento da Kwarshiorkor, quando ocorre a redução de edema. Está associado à grande oferta de carboidratos e ao baixo consumo de proteínas, sempre de baixa qualidade nutricional.

SINTOMAS
A identificação da desnutrição também é feita através da observação de alguns sinais físicos. Esses sinais nem sempre aparecem todos juntos na criança. São eles:
- Fraqueza e magreza, às vezes a criança parece “pele e osso”;
- Presença de edema (inchaço nos pés e nas mãos);
- Poucos cabelos, descoloridos, secos (às vezes com as pontas aloiradas), que se quebram e se desprendem da cabeça com facilidade;
- Unhas que se quebram facilmente;
- Pele seca apresentando “sinal da prega” (puxa-se facilmente com os dedos como se fosse com uma pinça);
- Olhos embaçados, sem lágrimas e secos;
- A criança adoece com facilidade, repetidas vezes e por longos períodos. É comum que ela apresente doenças como: diarréia, infecções na garganta e no ouvido, gripe, anemia, verminoses e pneumonia;
- A criança parece tristonha, não brinca, fica muito quieta, chora pouco ou fica irritada facilmente.

CONSEQUÊNCIAS
- Coração: O coração perde massa muscular, assim como os outros músculos do corpo. Em estágio mais avançado há insuficiência cardíaca e posteriormente morte.
- Sistema imune: Torna-se ineficiente. O corpo humano não vai ter os nutrientes necessários para produzir as células de defesa. Logo e comum infecções intestinais subseqüentes, respiratórias e outros acometimentos.
- Sangue:É possível ocorrer um quadro de anemia ferropriva relacionada à desnutrição.
- Trato Gastro-Intestinal: Há menor secreção de HC1 pelo estômago, Tornando esse ambiente mais proprício para proliferação bacteriana. O intestino diminui seu ritmo de peristalse e a absorção de nutrientes fica muito reduzida.

PREVENÇÃO E TRATAMENTO
O tratamento dietético específico para a desnutrição depende da gravidade da doença e de outros sintomas de deficiência que podem estar presentes. Considerando que a deficiência protéico-calórica ocorre principalmente na infância, uma maneira fácil e barata para a prevenção é o incentivo ao aleitamento materno. Ensinar a forma correta de desmame às mães, também constitui uma orientação essencial na prevenção da desnutrição.
A oferta de leite é fundamental na dieta da criança, pois grandes quantidades de proteína são necessárias para o tratamento do kwashiorkor. A oferta da maior variedade possível de alimentos às crianças, em quantidades e consistências adequadas, também contribuem muito para evitar que o quadro se agrave, ou que apresentem no futuro algum problema nutricional.
Não somente a proteína como também outros nutrientes são importantes na prevenção e tratamento da desnutrição. Os carboidratos (cereais, massas, pães, raízes e tubérculos) e as gorduras (óleos vegetais, azeite e a manteiga) são fornecedores de energia, utilizada pelo organismo, entre outras coisas, para a fixação de proteínas, permitindo que a mesma exerça suas funções primordiais.
Isto é, os carboidratos e as gorduras devem ser ingeridos na quantidade recomendada para cada idade uma vez que, na ausência destes nutrientes, as proteínas serão utilizadas como fonte de energia, deixando de exercer suas funções essenciais, que garantem o crescimento adequado e evita a desnutrição nas crianças.
As vitaminas e minerais também devem ser inclusos na dieta sob a forma de frutas e vegetais, pois fornecem grande variedade destes nutrientes ao organismo, sendo essenciais na prevenção de doenças e manutenção geral da saúde.


SEMINARIO APRESENTADO POR MIM NA DICIPLINA DE BIOQUIMICA APLICADA AOS ALIMENTOS
PROFESSORA AUXILIADORA.
TURMA: NUTRIÇAO 18
ESCOLA TECNICA REGIONAL